
Pode parecer piegas, mas digo mais uma vez por aqui: sim, deixei de lado as postagens aqui no blog. Parte de "culpa" disso são mais motivos piegas: correria, e claro, a busca às vezes sem sucesso de incluir algo que seja a "cara" do blog.
Mas, mesmo não sendo tão a cara do blog assim, há um assunto que esse deixar de lado / afastamento / distanciamento, enfim me inspira, partindo de uma necessidade de certo desabafo para o momento: há como deixar alguém completamente fora da nossa vida?
Não se trata de um blog, não se trata de um objeto, um lugar, um estilo, um comportamento. Trata-se de uma pessoa. Oras, normal. Excluiria ela de todas as redes sociais e afins a la Orkut, MSN, Facebook e etc, deletaria o número do celular, apagaria as fotos e pronto: estou pronta para esquecer alguém. Não sei se funciona bem assim.
Quando se trata do sexo oposto pelo qual um dia, você mesmo que inconscientemente, demonstrou vários sintomas daquela paixão, pode ser até que seja mais fácil. Afinal, há desgaste, há brigas, há desentendimentos que fazem os dois lados desanimarem com o geral da relação. Mesmo assim, várias marcas, referências e lembranças.
E quando é aquele amigo, aquela pessoa que você juraaava contar pra sempre, seria seu padrinho de casamento, do seu filho, veria você crescer profissionalmente e saberia de todos os podres e vitórias do seu passado? O que você é, deixa de ser, como pensa, te viu chorar e desabafar - inclusive pelo sexo oposto - etc, etc, etc?
Aquela relação de troca, um dia vira uma relação de mão única. E vocês brigam. E de repente, os dois amigos se censuram. Abro aspas aqui.
Entre amigos, as frequentes censuras afastam a amizade.
Confúcio
Aquela pessoa que menos deveria te censurar, mesmo te dizendo as verdades, começa a ver que você simplesmente não "se enquadra" mais à vida dela. Você é o errado, você faz errado, e a amizade enfim, esfria.
Ok, pedidos de desculpa existem. Mas, em algumas situações, como diria outra frase, "amizade é como café: se esfria, não tem mais o mesmo sabor."
Não pode continuar sendo uma via de mão única.
E agora?
Agora, pela primeira vez, vou provar o sabor desse café. Esfriou, e não foi um "esfriar" literalmente, até que acabou bem quente, com uma discussão e mágoas. Tomara que esse afastamento que prometí a mim mesma não seja tão amargo assim, e que no fundo dessa xícara tenha aquele açúcar que me lembre: a vida é doce porque também é feita de mudanças, mesmo que dolorosas - mesmo hoje sendo amargas e frias!
Ótima semana para nós. Let's go!